O Atlético perdeu para o Cienciano, em Cusco, no Peru, na noite desta quarta-feira (29), pela terceira rodada da Copa Sul-Americana. O time mineiro fez um primeiro tempo muito ruim, com muitos erros e passou a maior parte do tempo se defendendo. Com as alterações feitas já no intervalo, buscou ficar mais ofensivo — e quase deu certo. Criou mais, mesmo com um a menos, mas não conseguiu igualar o placar: 1 a 0. Onze jogadores ficam em Belo Horizonte o banco de reservas para esse confronto ficou repletos de garotos da base.

O jogo começou morno, com o Atlético rodando a bola e recuando para a defesa o tempo todo. Os problemas de criação insistem em aparecer jogo a jogo.

Sem conseguir levar perigo ao gol do Cienciano, a partir dos 20 minutos o Galo começou a dar mais espaços para o time peruano, que, desde o início, tentou impor seu estilo. Os mineiros só arriscaram um chute de fora da área, com Alexander.

Depois disso, vieram dois chutes perigosos dos peruanos, até que, aos 29 minutos, Barreto cruzou na área, e Bandiera se antecipou à marcação e finalizou de cabeça, sem chances para o goleiro Everson.

A partir daí, o Galo passou a lidar com vários adversários além do Cienciano: a ansiedade, a falta de criação e a altitude começaram a complicar a vida dos mineiros.

E, aos 43 minutos, o goleiro Everson fez um milagre. O zagueiro Iván Román escorregou na pequena área após um cruzamento do time peruano, e Bandiera chutou forte, mas o goleiro alvinegro defendeu em cima da linha.

Sem folga, um minuto depois o Cienciano chegou mais uma vez: outra finalização de cabeça, desta vez com Garcés, que apareceu sozinho no meio da área e obrigou Everson a fazer mais uma ótima defesa.

O primeiro tempo terminou com o Atlético mal, raramente passando do meio-campo, e sendo pressionado por quase toda a etapa inicial.

Na volta do intervalo, o treinador Eduardo Domínguez sacou Igor Gomes e Alexander para as entradas de Minda e Bernard. Era um novo time — na escalação e na atitude. As substituições tinham o intuito de avançar o Galo, e quase deu certo.

Aos 11 minutos do segundo tempo, Minda foi lançado por Preciado: o ponta partiu para o ataque, driblou o marcador, entrou na área e pecou na hora de cruzar. Além disso, Renier demorou a se apresentar, enquanto Dudu estava livre do outro lado da área e poderia ter recebido a bola.

Dois minutos depois, aos 13, o momento mais ofensivo do Galo foi freado: Preciado recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Sem lateral-direito, Minda foi deslocado para fazer a ala pela direita, flutuando entre a ponta e a lateral. O posicionamento abriu espaço e, aos 18 minutos, Scarpa fez bela jogada que terminou em má finalização de Bernard, para fora.

Aos 26 minutos do segundo tempo, o Cienciano voltou a aparecer com mais uma testada livre no meio da área. Núñez levantou na grande área, e Garcés subiu sozinho e testou forte, obrigando Everson a espalmar para escanteio.

Aos 33 minutos da segunda etapa, saíram Scarpa, Dudu e Renier. Eles deram lugar aos jovens Iseppe (atacante), Luiz Gustavo (lateral-direito) e Cauã Soares (atacante), somando quatro garotos da base em campo — afinal, Cauã Pascini (lateral-esquerdo) já estava desde o começo da partida.

Iseppe entrou com vontade. Em um dos lances, aos 39 do segundo tempo, enfiou a bola entre as pernas do defensor peruano e sofreu falta. Bernard bateu com perigo, para fora. Um minuto depois, nova resposta dos donos da casa: pela quarta vez no jogo, um jogador do Cienciano entrou na área sozinho para completar de cabeça e, pela terceira vez, foi Garcés — que errou a meta atleticana.

E foi isso. Um Galo melhor no segundo tempo, mesmo com um a menos — o que pode iludir, ou não, o torcedor, que está cada dia mais distante do clube. Com o resultado, o Atlético fica em quarto lugar no Grupo 3, liderado pelo Cienciano, que tem 7 pontos. Na Copa Sul-Americana, o primeiro colocado de cada grupo avança direto às oitavas de final, enquanto o segundo disputa um play-off contra os terceiros colocados da Copa Libertadores.